

A Estação conta a história de Sofia, uma mulher misteriosa que chega caminhando à “Vila Clemência” na esperança de pegar um trem, pois o comboio no qual estava quebrou. Como o trem não aparece, Sofia é obrigada a se hospedar na pensão que a Companhia Ferroviária Nacional oferece aos passageiros que, por acaso, chegam até ali. Assim inicia-se a sua saga que consiste em tentar sair daquele lugar para ir atrás de seu marido, que a abandonou por uma outra mulher. Vemos o convívio dela com os outros passageiros que ali moram, alguns deles há muito tempo, e, como cada um lida com a espera de um trem que pode passar várias vezes ao ano ou pode ficar mais de 10 anos sem passar. São pessoas solitárias que estão juntas pelo acaso e aguardam que em algum momento possam tomar outros rumos. O filme fala do acaso, do pouco controle que temos sobre o nosso próprio percurso, dos confinamentos humanos. De como mesmo planejando cada passo, podemos acabar trilhando caminhos nunca antes imaginados.